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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Texto Original do Autor Adilson Adalberto da Silva Parabéns para mim - feliz dia de meu aniversário!

Texto Original do Autor Adilson Adalberto da Silva
Parabéns para mim - feliz dia de meu aniversário!
 Fazer quarenta anos deve ser bem diferente de fazer dez, vinte ou trinta; provavelmente será assim também nos cinquenta, sessenta e setenta. Perde-se completamente a noção do tempo, a vontade de comemorar aniversários. Cantar parabéns já não soa muito bem, já não há mais espaço pra tantas velinhas em cima do bolo de aniversário. Por isso colocam uma simbólica, menos mal. Ao menos poucas pessoas saberão, senão apenas você saberá de fato a sua idade. Muito chato. Chato mesmo são aquelas bexigas que levam horas pra gente encher no gargalo, e levam segundos para serem pela ação do vento e/ou por meninos mal intencionadas estouradas. Um saco. Você gasta horrores pra fazer uma festa, com bastantes comidas, bebidas, pra receber parentes e amigos, no intuito de ganhar presentes que ao menos cubram as suas despesas, e tudo que você recebe são, tapinhas nas costas, apertos de mãos e abraços; não que isso não seja importante, não é esse o caso, é que não custavam nada os famosos mãos de vacas, tirar uma única vez no ano o escorpião do bolso, e comprar ainda que simbólico, um presente para aquela pessoa que você não se cansa de dizer, que é seu amigo de verdade? Deus me livre e guarde. Chato mesmo é o festival de gafes, quase todos bêbados, cada um tentando aparecer mais que o outro, querendo ser o mais engraçado. Pior, contando histórias do passado, de quando você era uma criancinha, fuçando coisas, que você preferia que elas ficassem lá, mortinhas e enterradas, ou trancafiadas dentro do armário. Tempo em que você só tomava fora, só dava mancada, não descolada nenhuma gata; quer que isso tem haver com a festa em questão que rolava? Nada. Palhaçada. O aniversariante mais parecia um peixe fora d’água, menos dono da própria festa, um intruso, um penetra, não sabia onde sua cara e as mãos botavam. Nessa hora um filme em sua mente passava, e uma promessa não era descartada. A de nunca mais comemorar festa de aniversário. Sem graça, o cara já não era mais nenhuma criancinha, já há algum tempo havia pulado a casa dos vinte e trinta, que ideia é essa de querer comemorar aniversário? Parece que bebe. Bebe, e se não bebesse começaria naquele dia, bastante propício a literalmente meter de vez o pé na jaca. Que se dane as regra, afinal quem foi que as inventou, e se inventaram foram pra ser quebradas. Só se vive uma vez e da vida não se leva nada, a não ser a vida que a gente leva, portanto temos que aproveitá-la ao máximo! O certo é esquecer ao menos uma única vez as regras de etiquetas, e cai na risada, chutar de vez o pau da barraca, pular com roupa e tudo na piscina, com copos de bebida, ouvir uma música esquisita, dançar uma nova coreografia na hora por alguém inventada, beijar na boca de qualquer uma, mesmo que esta não seja a sua namorada; tudo bem, desde que o namorado dela e a sua não saiba, senão, a festa acaba na base da porrada. Qualquer coisa que sai errada, é só por a culpa na bebida, na desgramada da cachaça, que essa desculpa apesar de muito manjada nunca falha. As fotos então ficaram uma desgraça, não as primeiras, onde todos faziam poses pra sair bem na foto, na hora de partir o bolo, foram às outras, de fim de festa, onde todo mundo já chapado fica tentando aparecer, fazendo graça. Cada careta feita desgraçada, sem falar, nos fragas, gente com a mão naquilo, aquilo na mão, pegando a mulher do vizinho, num tremendo amasso no quarto, banheiro ou quintal. E quando tudo termina, fica só a sujeira por toda a casa, e as lembranças que se perpetuarão por muito tempo na sua mente, lhe dando vontade de dá muitas risadas. Em suma fazer festa de aniversário é animal. Não importa quantos anos você tenha, sempre é um bom motivo pra comemorar, nunca se sabe o dia de amanhar onde iremos estar. Mas se não fizer, não estiver uma no dia de seu aniversário, não fica triste não, estar vivo já é sem dúvidas sempre um bom motivo pra comemorar, e tenho certeza que em algum lugar, por mais longínquo que seja sempre haverá alguém que de seu aniversário irá se lembrar. Pode acreditar. Tive poucas festas de aniversários. A primeira, somente aos vinte e três anos de idade, uma namorada minha sabendo dessa brecha no meu passado, decidiu me presentear, fez tudo às escondidas com algumas á época amiga, fez uma festa surpresa, preparou tudo enquanto eu estava na igreja, e quando eu cheguei em casa, foi algo da qual ainda hoje não consigo me lembrar sem me emocionar. Toda a minha família estava lá, as que ainda não estava aos poucos começaram a chegar, também alguns “amigos”, inclusive da igreja, até o pastor e esposa, da mesma a qual á época eu fazia parte, deram o ar de sua graça. Vez por outra eu relembrou aqueles sublimes momentos nos álbuns de fotografias. Foi só o que restaram, alguns dos ‘amigos’ se foram, já não existe mais a amizade, outros morreram, partiram pra eternidade, da igreja eu não faço mais parte, nem na casa onde praticamente passei toda a minha infância eu moro mais, o namoro foi para o espaço, ela casou-se com outro e agora mora em Diadema - São Paulo, eu acho. Pois depois que nos separamos eu perdi dela o contato. Alguns anos depois quando eu já estava casado, o meu irmão caçula me surpreendeu levando para a nossa casa os integrantes de uma banda fanfarra (Phoenix) a qual ele fazia parte. Nem preciso dizer que foi uma zorra total, só não foi melhor por que não puder aproveitar ao máximo, muitas gatinhas e eu não podia nem me mexer com a mulher do lado, mais felizmente isso agora é cosa do passado. Felizmente estou pela segunda vez separado, mas isso agora não vem ao caso. Depois dessa não me lembro de mais, interessante isso, eu explico, é que a gente tem comemorado tantas coisas aqui em casa, carnaval, São João, natal, ano novo, aniversários de todos, que sequer conseguir guardar meus mais recentes aniversários na imagem. Que ele não me ouça senão me mata, vai me dizer que não dei importância, que fui e sou um ingrato, mas é que na verdade eu não me lembro de algo tão marcante quanto aqueles dois antes por mim citados. Sem dúvidas foram muitos especiais. Ainda bem que o segundo foi por ele organizado, senão me chamaria no mínimo de ingrato. Mas esse ano infelizmente vai ser diferente, vai ser como antes de comemorar aqueles dois inesquecíveis aniversários, ou seja, não vai haver bolo e guaraná, bexigas para estourar, cachaças pra beber até não aguentar, banhos de piscina, ‘ não se reprima’, não vamos dançar; fotos esquisitas não vamos tirar roubar beijos das meninas comprometidas também infelizmente não vamos roubar, presentes de grego esse ano lamentavelmente não vou mais ganhar, a casa esse ano ninguém vai bagunçar, é que por motivo de força maior, infelizmente meu irmão amanhã ( domingo), dia de meu aniversário( 26/05), aqui não vai poder estar. Entramos em comum acordo eu e dindo (mano novo), decidimos adiar, deixamos para comemorar no são João, quando ele e família vão poder finalmente conosco estar. Os demais irmãos: manezino residente em (maçaranduba), Lúcia e Zazá (em são Paulo), por morarem longe, infelizmente também não vão poder estar. Estranho, nada a haver com a data, mas foi o que se pôde arranjar. E para não dizer que vai passar em branco essa tão importante data, uma “amiga” muito chegada (Mell) me ligou hoje (Sábado 25/05) dizendo que amanhã (domingo 26/05, dia do meu aniversário) viria comigo almoçar. Menos mal, mas tudo bem, não estou completamente só, ainda tenho para passar o dia de amanhã (domingo) comigo além dessa minha amiga Mell, a minha mãe e avó. Vou aproveitar para refletir, pensar e repensar um pouco sobre a minha vida até a data de hoje, meu aniversário. Sobre quem fui o que sou, e o que pretendo ser amanhã. O que deu e não deu certo. E quais os planos para o futuro, entre os quais: emprego com carteira de trabalho assinada, esposa e filhos. Dizem que um homem só se sente 100% realizado, quando três coisas no decorrer de sua vida ele faz: planta uma arvore, escreve um livro e tem um filho, ou vise-versa. A ordem dos fatores nesse caso, não se faz necessário. O primeiro já estar a caminho, estar em fase de edição, não sei bem ao certo se é esse o termo correto, perdoe-me se ainda não conseguir corretamente me expressar, é que pra mim ainda é muito novo esse ambiente literário, mas tenha calma, vou me acostumar. Faço votos que seja o primeiro de muitos que ainda ei de publicar. Lamento ter descobrido tarde a minha verdadeira paixão/vocação, mas nunca é tarde pra começar. A quem diga que pra tudo há um tempo por Deus determinado, quem sou eu pra discordar? O segundo, o filho, por duas vezes bateu na trave, hoje era pra eu ser pai de uma menininha linda de mais ou menos 12 e 13 anos de idade, mas quis o destino me contrariar, melhor pensar assim por alto, para não no dia de hoje me estressar. Escolhi até um nome, Anita; em homenagem ao personagem de mel Lisboa na minissérie “presença de Anita”, me encantei com ela e desde então prometi que minha primeira filha assim iria se chamar. E como eu sabia que iria ser menina e não menino? É que desejo tanto que meu primeiro filho seja na verdade uma menina, que tenho quase certeza que menina será! Os pais preferem filho homem, eu resolvi contrariar. E ai da mãe se não quiser esse nome aceitar, ela escolhe o do menino, a menina já tem nome, já sabe como vai se chamar. E me recuso sobre esse assunto me estender ou dialogar. Por último vem a arvore, por incrível que pareça, eu não me lembro de na minha tenra infância, que alguma arvore eu viera a plantar, também acredito que não viera a derrubar. Sempre gostei de plantas, especialmente de arvores, mas também sempre tive medo de altura, acho que desde que um dia cai de cima de uma delas, quase quebrei o braço, a partir de então, só as admirei de preferência, de baixo. Os meninos da minha idade subiam para pegar frutas, eu as derrubava atirando pedras, ou com uma vara. E se em toda a minha vida uma arvore eu nuca plantara, saibas que nunca é tarde pra mudar. Agora que sou biólogo, especialista em gestão e educação ambiental, portanto, amante e defensor perpetuo da natureza, quem sabe agora eu não planto uma floresta? Ainda há tempo, mas tenho pressa. Parabéns para mim, nessa data querida, muitas felicidades e muitos anos de vida! O meu pedido, o meu desejo e presente de aniversário, não vejo o porquê de não ser revelado. Tudo o que eu mais quero é poder comemorar muitos e muitos aniversários, de preferência, acompanhado, com verdadeiros amigos e especialmente os familiares, quer solteiro, namorando, noivo ou casado, não importa desde que eu esteja vivo e com saúde os restos são meros detalhes! Parabéns para mim, no dia do meu aniversário, que Deus me abençoe hoje e sempre! Assim seja, obrigado. 
 Adilson A. da Silva

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