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quarta-feira, 5 de junho de 2013

Por Maria José "Amar" Poema

"Amar" Poema
Se pudéssemos escolher apenas uma alternativa...
 O que seria mais importante?
 Amar ou Ser Amado?
 Por mais que pensemos!
 Fica realmente difícil encontrar uma resposta.
 Mas podemos tentar...
 Vamos presumir que a alternativa escolhida fosse amar... 
Somente amar...
 Como é bom Amar. 
Sentir o coração bater mais forte dentro do peito
 As mãos frias e trêmulas...
 As pernas fracas... 
O sorriso nos lábios... 
Os olhos brilhando como duas estrelas nos céus. 
O sorriso faz parte do amor!
 Quando amamos, temos o privilégio de sorrir...
 Cantar... 
Dançar até mesmo sem o som da musica.
 Dançar com o vento, sentir a brisa fria tocar nosso rosto. 
Sorrimos até quando estamos parados, com o pensamento longe... 
Sorrimos das próprias lembranças que esse amor nos traz. 
 Muitas vezes, quando nos damos conta, estamos parados com os pensamentos ausentes... 
Mas estamos com o sorriso nos lábios.
 Até mesmo parados na rua a caminho de casa... 
No meio de um trabalho...
 Quem estiver prestando atenção na gente...
 Provavelmente não vai entender nada...
 Simplesmente vai pensar que estamos em outro planeta... 
Ou somos loucos.
 Mas, se essa pessoa também já amou alguma vez na sua vida!
 Com certeza vai entender porque estamos assim... 
 Vai sorrir também só em lembrar como ela já ficou um dia por causa do amor.
 Quando pensamos na pessoa amada, uma enorme sensação de leveza vai tomando conta do nosso corpo... Da nossa mente...
 Da nossa alma... Do nosso coração.... 
Assim, sem pedir licença vai entrando e se apossando da nossa vida.
 Mas é uma sensação tão maravilhosa. 
 Não precisa mesmo pedir licença,pode ir entrando e tomando conta do nosso ser. 
É morando no nosso coração.
 Agora, vamos pensar na outra escolha!
 Ser amado...
 Como é maravilhoso também saber que existe alguém que nos ama de verdade!
 Que se importa conosco...
 Que se preocupa com tudo o que nos possa acontecer...
 Que teme que nos aconteça algo de errado...
 A pessoa que nos ama está sempre olhando por nós sem que percebemos.
 Está sempre tentando nos proteger de situações que poderiam nos machucar!
 Consequentemente machucamos a esta pessoa também.
Podemos nos esquecer de tudo que foi dito anteriormente sobre amar... 
Quando somos amados, se algo de errado nos acontece...
 O ser que nos ama sofre muito com isso... 
Talvez sofra mais do que nós mesmos poderíamos sofrer. 
O ideal seria escolher as duas alternativas! 
Amar e Ser Amado.
 Pois os dois sentimentos se completam...
 Mas, nem sempre é assim amamos e nem sempre somos correspondidos. 
Mas amamos.
 O ideal seria...
 Saber Amar e Ser Amado.
 Mas isto é privilégio de poucos... 
Talvez privilégio de quem já aprendeu muito com o amor já cresceu... 
 Aprendeu muito com ele, e por isso talvez até consiga entende-lo melhor. 
O ideal seria... 
Amar sem sufocar...
Amar sem aprisionar... 
Amar sem cobrar...
 Amar sem exigir...
 Amar sem reprimir, simplesmente amar... 
Ser amado sem se sentir sufocado... 
Sem se sentir aprisionado...
 Sem se sentir cobrado...
 Sem se sentir exigido...
 Sem se sentir reprimido... 
Simplesmente...
 Ser Amado! 
Pois do que nos adiantaria...
 Amar sem Ser Amado...
 e Ser Amado sem Amar?
 Na verdade o amor é um caso complicado de entender...
 Mas é gostoso de sentir.
 Autora Maria José

Por Adilson a. da Silva "Meu puxadinho"

Meu puxadinho, meu lar. Em fim realizamos nosso sonho - dividir o mesmo espaço, juntar nossos trapinhos, casar, tudo conforme manda o figurino. Não tínhamos no bolso um tostão furado, apenas desejo e vontade, além do amor que nutríamos um pelo outro, que, diga-se de passagem, era infinito. Estávamos determinados, enfrentaríamos o mundo se preciso; juntos! Não aguentávamos mais dormir em camas separadas, viver de forma desordenada, por causa de detalhes ínfimos, isso não seria mais empecilho, pensei cá comigo, o nosso amor é bem mais forte que isso! Viveremos um dia de cada vez, só o presente nos importa, o futuro a Deus pertence; maior que os obstáculos, são os laços que nos une a identidade que criamos e desenvolvemos ao longo dos tempos! Se nos faltava grana, tínhamos de sobra empenho, criatividade e força de vontade de construir nosso cantinho, e depois irmos morar nele! Isso me serviu de combustível e de estimulo, não digo que se tornou mais fácil, mas com certeza menos difícil, pois, a partir desse instante arregacei as mangas, e literalmente meti a mão na massa, construir com minhas próprias mãos, nosso puxadinho, a nossa humilde casa, nosso pedacinho de céu, nosso reduto de amor; sem falsa modéstia, ficou um primor. Sala, corredor, quarto, cozinha, banheiro e área de serviço. Faltava só comprar alguns móveis e utensílios, e mudar de vez com a minha amada, para o nosso ninho. Na sala, só cabe sofá de dois e três lugares, no máximo e um ranking pra colocar a TV, o receptor da parabólica e o home tiete; para não ficar muito apertado o corredor fica vazio, no quarto uma cama Box de casal e um guarda roupa de quatro portas; quer pra a gente colocar nossas roupas, um pufe pra colocar um ventilador, pra que nós não morramos mordidos pelas muriçocas nem abafado com o calor, um espelho colocado na parede com pregos, quer pra gente se olhar ao se trocar e pentear os cabelos, um notebook quer pra gente navegar na net regularmente, na cozinha um fogão de quatro bocas e um botijão de gás, um armário de parede da marca Itatiaia na cor branca com verde, uma geladeira combinando com o armário, e uma mesa com quatro cadeiras, em cima dela uma garrafa térmica, salgueiro açucareiro, paliteiro e os talheres (garfos, facas, colheres, além de copos, pratos, xícaras e pires), só vendo como a nossa cozinha ficou chique; no banheiro, uma pia quer pra nós lavar as mãos e escovar os dentes, um lugar pra colocar o xampu, creme dental, cotonetes, sabonetes fio dental e escovas de dente; e um vaso sanitário que eu não preciso dizer pra que serve; um reservatório de água doce e outro de água salgada, o primeiro quer pra nós beber por um bom tempo sem comprar água, e o segundo quer pra tomar banho, lavar as nossas roupas, e colocá-las num varal de uma ponta a outra esticada, quando faltar água encanada; também duas cordas colocadas nos caibros quer pra amarrar a minha rede e eu dormir nela quando a minha mulher estiver zangada. Pronto, agora não falta mais nada, é só marcar a data do casório, na igreja e no cartório, se ajoelhar nos pés do padre e dizer: - sim, é de livre e espontânea vontade que eu aceito me casar, e depois é só sair da igreja sobre forte chuva de arroz na cabeça, e ir até a casa de meus sogros, junto com familiares, padrinhos, convidados e amigos mais chegados, comemorar este que sem dúvidas, é um dos acontecimentos mais importantes da nossa vida; o velho milagrosamente tirou o escorpião do bolso, gastando alguns tostões que tinha no banco, pra bancar a festa de casamento de sua filha caçula. Uma alma vai se salvar, amém! Aleluia! A festa se estendeu mais do que gostaríamos, não que não estivéssemos curtindo a nossa festa de casamento, longe disso, é que nós queríamos mesmos é ficar sozinhos, foram anos de muita labuta, marcação serrada dos pais, olhares curiosos e maldosos dos vizinhos, comentários disso e daquilo; acreditávamos que a partir de agora tudo seria esquecido, entraríamos para o roll dos casados, de modo que não haveria mais necessidades nem motivos pra fuxico, não que houvesse antes, mas sabe como é que é a língua de gente mexeriqueiro e enxerido, vive metendo o bedelho aonde não lhe é devido. Em suma, nos despedimos dos convidados, familiares e amigos, trocamos de roupas, e fomos passar a noite de núpcias num hotel fazenda, num município vizinho ao nosso. Queria mesmo era poder levá-la a uma cidade histórica da Europa, a exemplo de: Paris, Veneza, Nova York, Madrid e Barcelona, mas quem sabe um dia a gente ainda não possa? O mais importante havia se consumado, conforme um dia havíamos sonhado e profetizado, que era a gente se casar. Foram só dois dias que passaram rápidos, mas que ficaram para sempre eternizados na nossa memória, logo, percebi e entendi que lugares são meros detalhes, que o mais importante é estar ao lado de quem se ama, e se gosta. E nesse caso não tínhamos do que reclamar, pois nos amávamos, e tínhamos um ao outro, o resto, não importa. Já na segunda-feira estávamos de volta, família, amigos, e demais curiosos nos esperavam ansiosos á porta, parecia que estavam chegando celebridades na festa de entrega do Oscar, só faltava mesmo o tapete vermelho, e a estatueta que nos seria entrega na porta. “E o Oscar vai para... kkkk”. Bando de curiosos, nem precisava ser vidente para ler o que estava se passando em vossas mentes, mas o que importa é que a nossa felicidade era nítida e notória, fundamentada não sobre a areia, mas sobre a rocha. A nossa lua de mel fora inesquecível, e permaneceria mesmo em nossa casa simplória. Cumprimentamos a todos a nossa volta, abraços, beijos, apertos demãos, teve de tudo, até tapinhas nas costas, fizemos uma boquinha na casa da vizinha mais próxima, e combinamos almoçar no final de semana, na casa da sogra, confesso que essa foi de lascar, foi foda. mas tudo bem, essa deixei passar, somente para não contrariar a minha digníssima esposa, mas ela ( minha sogra) que não pense que vai continuar como antes, aqui quem canta de galo sou eu, e não aceito além de minha princesa, outra pessoa se manifestar. Aliás, esse era um dos motivos pelos os quais nós decidimos nos casar- ter a nossa casa, nosso lar, a nossa privacidade, sem ninguém pra interpelar. Sabíamos que iríamos pagar um alto preço, mas nem por isso decidimos retroceder, e sim enfrentar ondas de qualquer mar. O nosso amor era o combustível que iria nos fortalecer e as mais altas nuvens nos elevar. As nossas noites de núpcias no campo fora espetacular, porém a nossa primeira bem como as demais noite em nossa humilde residência, não deixa em nada a desejar, fora no mínimo o máximo, ainda que vivamos mil anos, nunca vamos deixar de lembrar, nem melhor nem pior, apenas, diferenciado. O clima só foi quebrado com o dia e a hora de voltar ao trabalho, não que a gente fosse alheio ao pesado, ao contrário, é que não havíamos ainda nos conscientizados e acostumados, que durante a semana, no mínimo oito horas diários iríamos ter de nos separar, era a tal da realidade pedindo passagem, infelizmente não se vive só de amor, essa sem dúvidas é a parte mais chata, ter de passar o dia longe da mulher amada, focar no serviço, meter a cara literalmente no trabalho, era preciso, afinal de que outra forma poderia sustentá-la? Mas contava no relógio as horas, os minutos e segundos de poder voltar pra casa, e finalmente poder lhe abraçar, beijar, matar esta saudade que meu peito invade, e de tão doida me faz até chorar. Queria mesmo é ser mágico, poder parar o tempo, e ficar pra sempre, deitado na nossa cama, nos braços da mulher que me ama, que me tira do sério, que me leva as nuvens e me faz flutuar; parece um sonho mais agora é real, íamos poder fazer o que der na telha, sem ter que dá satisfação a quem quer que seja, ninguém para consultar, vigiar, atrapalhar, ter que dizer onde estão indo e a que horas vão retornar. Somos agora um só; dois corpos e um só coração, ela faz parte de mim, como Eva de Adão compartilharemos tudo: alegrias e tristezas, dúvidas e certezas, coragem e medo, sorrisos e lágrimas, companheirismo e solidão, somos duas metades da mesma laranja, um é razão, e o outro emoção. Se um cai, o outro logo lhe estende a mão. Se eu sou o seu porto seguro, ela é minha asa delta onde vivo a plainar, a minha razão de ser, existir, dormir, acordar, respirar, andar, falar, sonhar, em suma, ela é a razão pela qual eu ainda estou vivo, sem ela não vale apena continuar.
 Adilson a. da Silva
 http://adilsonconectado.blogspot.com/