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sábado, 8 de junho de 2013

Por Maria José"Reflexão" " É minha decisão ser feliz" "eu sou a Rosa"

"Reflexão"
 Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite.
É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.
Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem a poluição.
Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajada para administrar minhas finanças, evitando o desperdício
Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar viva.
Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grata por ter nascido.
Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho.
Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus.
Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades.
Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.
Tudo depende só de mim.
E minha decisão é ser feliz.
Autora Maria José



 "EU SOU A ROSA
 Era final de inverno...
 Mais um ano havia passado e não se chegara a nenhuma conclusão.
Os partidários das diversas facções, dia após dia, perdiam-se em longas e intermináveis discussões sobre esta ou aquela candidata, sem chegarem a um consenso.
Decantava-se a beleza da papoula, as qualidades das alfazemas, o perfume dos cravos, as virtudes de pureza e humildade de lírios e violetas.
Tudo em vão... 
Num canto despretensioso do mundo, onde as espécies vegetais cresciam silenciosamente, um pequeno arbusto travava sua luta diária pela sobrevivência, alheio a toda sorte de discussões.
Conformada com sua forma tosca, retorcida, prenhe de espinhos pontiagudos e consciente de que nunca alcançaria a beleza de um dente-de-leão, acostumara-se a ser desprezado e humilhado, sem, no entanto, deixar de prestar atenção nas pequenas criaturas que dependiam de sua existência para sobreviver.
A elas dedicava a sua vida, emprestando a segurança de seu tronco e ramos para abrigar insetos das chuvas e ventanias.
Era feliz, pois, se não tinha a beleza, tinha a utilidade, e isso lhe bastava.
Naquela manhã fria de final de inverno, ainda não totalmente desperta da noite, a plantinha rude viu despregar do céu uma linda estrela cor de prata.
Sorrindo, acompanhou-lhe a trajetória em arco-Íris perfeito pelo céu escuro, descendo, descendo...
Em direção à floresta ainda adormecida. 
Era tão suave e linda aquela forma, que, instintivamente, todos na floresta, árvores, arbustos, pássaros e flores, acordados pela luz repentina, curvavam-se para vê-la passar.
A estrela flutuou entre sorrisos, agradecendo a simpatia da floresta, até chegar perto do arbusto cheio de espinhos. Aproximou-se lentamente da plantinha e falou-lhe docemente.
Não te inscrevestes na eleição da rainha das flores, por isso vim pessoalmente buscar-te...
Mas, senhora..
Sussurrou a planta, ...eu?
Como posso aspirar a ser rainha de qualquer coisa...
Não vês o quanto sou feia! O Senhor da vida ordenou-me que viesse buscá-la... 
Se este é o seu desejo... 
Aqui me tens, senhora...
E partiram em um rastro de luz, na direção do conselho das flores. 
As demais candidatas riram-se da pretensiosa intenção daquele feio arbusto. 
A platéia silenciou quando entrou no ambiente a primavera, anunciada pelo som de mil clarins.
O arbusto, espantado, reconheceu a estrela que a trouxera até ali .
 Então, senhores conselheiros - questionou a primavera- o Senhor da vida deseja saber se já encontraram a legítima representante de Seu Reino? 
Não, senhora.  Estávamos para decidir-nos, quando fomos interrompidos pela vaidade dessa planta sem qualidades que aí está. Veja! Quanta ousadia... 
A primavera voltou-se para a plantinha que chorava de vergonha e humilhação e perguntou: O que mais desejas nesta vida?
E a planta respondeu entre lágrimas... Amar e ser amada...
A primavera, então, tocou os galhos espinhosos e, logo, botões surgiram dos galhos semi-nus, abrindo-se em mil pétalas sedosas, de perfume inesquecível...
Qual é o teu nome? 
Perguntaram todos. 
Eu sou a rosa...
Quando o amor tocar os espinheiros do mundo, as rosas brotarão em cada alma.
Tal é a lei de amor, como ensinou Jesus.

"A virtude da humildade"

"A virtude da humildade"
 Um homem pode ser humilde sem se tornar alvo de humilhações? A humildade deixa as criaturas sem auto-estima? Por vezes, quando exaltamos a humildade, há pessoas que duvidam da excelência dessa virtude e acreditam que ser humilde é o caminho mais rápido para ser pisoteado pelos orgulhosos e poderosos. Não é exatamente assim. Quando Jesus nos ensinou sobre a humildade, disse que os pobres de espírito são bem-aventurados porque teriam o Reino dos Céus. Mas atenção: pobre de espírito não significa, em hipótese alguma, ser pequeno de idéias ou uma pessoa de espírito inferior. Ao contrário, ser pobre de espírito significa simplesmente ser humilde, carregar dentro do peito um coração capaz de não se envaidecer facilmente. Ser pobre de espírito representa a conquista de um estado espiritual que não cede espaço para manifestações de egoísmo. Ser pobre de espírito é buscar um estado espiritual sem orgulho, sem soberba, sem vaidade. Você já notou que há pessoas que se acham superiores às demais? Essas acreditam que Deus deveria lhes conceder privilégios e condições especiais. Esquecem que Deus é Pai de todas as criaturas, que faz nascer o sol sobre bons e maus, e faz cair Sua chuva sobre justos e injustos. Somos todos Seus filhos queridos e nenhum de nós se perderá. O pobre de espírito é aquele que é capaz de olhar para todos os seres humanos como seus irmãos. É um homem de bem, asserenado pela certeza de que todas as pessoas são profundamente interessantes e dignas de respeito. A pessoa verdadeiramente humilde não se considera superior, nem inferior a ninguém, pois vê em todos um universo de inteligência e de beleza. Por isso, o humilde não discrimina, nem maltrata qualquer pessoa. Para ele, ricos e pobres, inteligentes e obtusos, bons e maus são, antes de tudo, filhos de Deus. As diferenças são decorrentes apenas de seu estágio intelectual e moral. Um homem assim é sábio e, certamente, vive tranqüilo. O homem verdadeiramente humilde não se orgulha de seus bens, de sua riqueza, de seu patrimônio intelectual ou de sua boa aparência. E age assim porque sabe que tudo é passageiro na vida terrena. Ao deixarmos esse mundo, ficarão para trás todos os bens materiais, o corpo físico. Além disso, bem antes da morte, a vida já vai nos mostrando que estamos em um mundo onde as coisas são profundamente transitórias. Para quem é belo e jovem, vale lembrar que o corpo envelhece. Para os que têm saúde, é sábio recordar que as doenças podem vir a qualquer momento. Os que se orgulham de riquezas e de uma boa posição social devem observar que tudo isso lhes pode ser retirado a qualquer momento. Os que têm trabalho ou ocupam altas funções também devem ter em mente que podem perder tais cargos a qualquer momento. Por isso, vale a pena, em qualquer situação, oferecer o melhor de si a todos, indiscriminadamente. O homem humilde é o mesmo em todas as ocasiões. Se está em situação desfavorável, conserva-se tranqüilo e não se sente inferiorizado, pois conhece suas potencialidades. Se vive em condições confortáveis, busca vivenciar a solidariedade, a alegria, o bom humor e a tolerância. É assim que se constrói um futuro de alegria e realização.