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sábado, 22 de junho de 2013

Por Walter Leite Castro"O passado ,qual a verdade"

O passado ,qual a verdade ? 
O passado existe ou morreu? Caso exista, por que nada se pode fazer em relação a ele ? Se não existe por que parece ter vida em nossa memória ? Como explicar o passado ,que agora é relembrado e emociona emociona no presente ? São perguntas que teimam em persistirem apesar da concepção simplista de que o passado morreu. Mas, o importante é ontologicamente procurarmos responder os questionamentos. O passado existe ou morreu ? Na nossa visão o passado não morreu, apenas mudou de dimensão saindo da dimensão da dimensão presente ,Para -si para a dimensão passada Em - si; Assim fica evidenciado a importância de um estudo ontológico do passado, eliminando qualquer concepção preconceituosa, Portanto, urge uma análise mais calma e meticulosa, para tanto apresentamos o seguinte exemplo: Maria , lembra de um episódio ocorrido há cinco anos: A morte por acidente de seu pai; após esta rememoração maria chora copiosamente . Analisando este exemplo observamos várias situações: 1) O ato de recordar é um ato presente, se completa, totaliza agora; Assim a recordação é parte do agora , presente. 2) A lembrança se refere a algo que ocorreu no passado , é ato concluso;Ademais,tem permanente uma data que demarca o ocorrido ,esta data é imutável. 3) Esta recordação é definida como sendo de maria ,desta forma é uma lembrança particular, pessoal,Para - Si. Destarte, após a exposição das conclusões poderemos deduzir que : passado,tem existência permanente e dura até o findar ir de todas pessoas envolvidas ; pois enquanto uma pessoa existir este passado estará vivo em suas recordações, logo, será o passado desta pessoa. Salientamos que as lágrimas de Maria , em nosso exemplo, ocorre no presente ,assim estas lágrimas e emoção de Maria ocorre no momento presente,mas refere-se a algo ha cinco anos atrás no passado. O que isto representa ? representa a relação íntima entre o agora e o passado e tal relação é sacramentada via cognitivo, recordação, por isso o passado continua atuando no agora;Mas, a pessoa no agora está impossibilitada de atuar no passado , devido como já salientamos as dimensões diferentes. Contudo,jamais poderemos comparar o passado com as experiências dos sonhos, pois os sonhos não ocorreram de fato,são criações onírico. Portanto faz parte do imaginário do sonhador, enquanto o passado efetivo do sonhador existiu é um fato ocorrido.Outro exemplo a esposa de Pedro rompe o casamento há um ano atrás, tal acontecimento foi traumático, toda vez que Pedro lembra da esposa sente uma dor imensa e chora ; O ato de recordar com os sentimentos provocados pelo o ato de lembrar são acontecimentos atuais , mas o episódio ocorreu efetivamente ha um ano atrás e perdurará até Pedro findar, este fato faz parte do passado de Pedro.Outrossim, salientamos que o grande filosofo Jean Paul Sartre , em sua obra prima o Ser e Nada , página 164, afirmou:"Pedro que já morreu,posso dizer: "amava música". Nesse caso ,tanto o sujeito quanto o atributo são passados . Estamos de acordo. Até a ponto de reconhecer que o gosto pela música jamais foi foi passado para Pedro. Ele sempre foi contemporâneo desse , que era seu gosto: sua personalidade viva não sobreviveu ao gosto,nem ele a ela.Em consequência, o passado aqui é Pedro amante da música.e posso formular a pergunta que fiz antes: de quem é o passado desse Pedro passado ? Não poderia sê-lo com relação a um presente universal, que é pura afirmação de ser ; é, portanto, o passado de minha atualidade.E, de fato ,Pedro foi para -mim, e eu fui para ele.Como veremos, a existência alcançou-me até a medula,fez parte de um presente "no mundo, para -mim e para-outro" que era meu presente durante a vida de Pedro- um presente que eu fui.Assim, os objetos concretos desaparecidos são passados enquanto fazem parte de um passado concreto de um sobrevivente. "O que há de terrível na morte---diz Malraux -é que transforma a vida em Destino.Deve-se entender com isso que a morte reduz o Para-si- Para outro ao estado de simples Para outro. Do ser de Pedro morto, hoje , sou o único responsável , na minha liberdade. e os mortos que não puderam ser salvos e transportados a bordo do passado concreto de um sobrevivente não são passados;ele e seus passados estão aniquilados." portanto,neste texto de Sartre fica patenteado a ideia do passado qualificado de cada pessoa que com a morte é ou seja aniquilado e transformado em Para outro,ou seja,passará a existir através do outro ; sobrevivente que qualificará o passado como seu. Eis a verdade sobre o passado.Assim, as perguntas iniciais foram plenamente respondidas e sem dúvidas afirmamos que o passado não morre enquanto ocorrer um sobrevivente da relação.Ademais,seria bastante simplista apenas afirmarmos que o passado morreu porque saiu da dimensão Em-si que caracteriza o presente para Dimensão para-si,onde, torna-se impossível uma relação direta com ele .Assim o presente é Para-si para ser consumido,vivido, enquanto o passado é Em-si ,fato consumado, ponto final, como algo que ocorreu atrás Portanto,como algo que só existe de forma cognitiva ,memória pode interferir no agora? Só através do para-si,ou seja, o homem que viveu aquele passado que coloca significado ao passado . Não entendeu, apenas aceite que o passado existe como memória em cada pessoa, mas existe e existirá como passado dela,pois só ela empresta significado aos acontecimentos passados.
 Postado por Walter Leite Castro